domingo, 29 de maio de 2011

Virar a página




















Quando as páginas que outrora se enchiam
de sonhos e desejos
e sentimentos

se transformam em páginas em branco
vazias
ocas
sós
...

É tempo de virar a página
e desenhar caminhos
esboçados lá
no final do
arco
íris.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fly me to the moon

Fly me to the moon
Let me play among the stars
Let me see what spring is like
On a-Jupiter and Mars
In other words, hold my hand
In other words, baby, kiss me

Fill my heart with song
And let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please be true
In other words, I love you

Fill my heart with song
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please be true
In other words, in other words
I love ... you

(By Bart Howard)

Caminhos

Por mais ténues que sejam,
que sintas tão intensamente como eu
as marcas da tua pele na minha.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O que falta para ser amor

"O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta." (Da 1ª epístola de S. Paulo aos Coríntios)

Não sei se/quando alguma vez chegarei lá. Neste momento, apenas espero, apenas tento ser paciente e espero. Não sei por quanto tempo nem vou pensar muito no pormenor do tempo. Sinto-me um pouco como D. Quixote lutando contra moinhos de vento, contra fantasmas não da minha cabeça mas que, apesar de tudo, ocupam lugar na vida de alguém.
Ainda que não o diga, conheço tão bem o desfecho dessa história... Sei formas possíveis de lhe dar outro final mas não tenho de ser eu a fazê-lo. Nem sei se alguém terá vontade de o fazer.
Pode faltar uma enormidade para que o que sinto seja amor, pode até nunca se transformar em amor, mas decidi pôr-me à prova. E esperar.

Il était une fois



Il était une fois une petite sorcière déguisée en papillon qui m'a enchantée.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O silêncio

Neste momento, como em muitas outras situações, perguntei a mim mesma se deveria ou não responder a comentários sobre mim, sobre as minhas atitudes, sobre as minhas opções...
Nem sempre tive a postura mais correcta, nem sempre o meu comportamento esteve isento de erros. Contudo, sempre assumi esses erros e aceitei as críticas que me foram feitas, sem me refugiar em argumentos que pudessem desculpabilizar-me.
Nestes últimos dias, já aconteceu cobrarem-me coisas que fizeram/deram sem que eu tenha pedido. Podia responder a tudo isso mas sei que corria o risco de ser desagradável para pessoas que, apesar de tudo, continuam a merecer-me o maior respeito. Prefiro pensar que o que me dizem é fruto de raiva momentânea, de desilusões, de N factores... Prefiro também esperar que esses sentimentos negativos se atenuem ou desapareçam.
Não tenho por hábito o culto da ingratidão, mas neste momento, em termos de relação amorosa, não estou presa a ninguém e nada nem ninguém me impede de gostar ou de não gostar, de fazer ou de não fazer... O que passou é isso mesmo: passado. Porque não pode repetir-se, porque a mesma água não passa duas vezes sob a mesma ponte...
Por tudo isso, vou-me remeter ao silêncio.

(Escrito em 12 ou 13 de Maio, desaparecido nas tempestades do Blogger e reaparecido em 17 de Maio.)

Nesse mar de amar


Tempestades incertas e inconstantes
Alcançam meu frágil barco aventureiro...
Nesse mar de amar, os mareantes
Iludem o vento que é certeiro,
Ainda que já nada seja antes.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Liberdade [para ser eu]


Independentemente das consequências de decisões que tomei recentemente, sinto-me em paz. O facto de ser sincera e de mostrar quais são as regras do jogo dão-me a tranquilidade de que preciso para me sentir livre. É que, desta forma e sabendo quais são as regras, só entrará em jogo quem quiser e assim ninguém poderá dizer que foi enganado nem eu me sentirei responsável por qualquer eventual desilusão.

Faites vos jeux!



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Borboleta distraída

Não sei dizer quando
Uma borboleta distraída
Pousou [em mim].
Não sei o tempo,
Não sei o momento,
Apenas a sensação:
Suave, leve, doce...
Quando voares [de mim],
Apaga a memória
Da marca que deixaste
E só assim não sentirei
A tua ausência.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Bad girl

Sei que, mais do que parecer, eu sou. E ainda que não fosse, as minhas vítimas se encarregariam de mostrar que sou... Senti na pele o que fiz sentir. E entendi. Senti a falta de espaço, de um lugar para os meus desvarios, do tempo para estar comigo mesma... Senti o peso de ter de dizer quando não me apetecia... Senti que todos os momentos só meus foram tidos como momentos de egoísmo... Há momentos em que a bad girl só queria ser.

domingo, 1 de maio de 2011